quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Coroação da Imperatriz Josefina


A Coroação da Imperatriz Josefina.
Consagração de Napoleão I e Coroação da Imperatriz Josefina na Catedral de Notre Dame.
1807, óleo sobre tela. Louvre, Paris.

Napoleão Bonaparte, Primeiro Cônsul da República Francesa desde 1799, nomeado vitaliciamente em 1802 após um plebiscito, foi nomeado Imperador da República por uma Consulta do Senado Francês de 18 de Maio de 1804.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A origem do perfume

Desde que o homem primitivo aprendeu as técnicas de preparar o fogo, começou a modificar o cheiro da fumaça por adição de ervas e plantas aromáticas.
No período Neolítico, 4000 AC, aconteceu a mudança do modo de vida nômade para sedentário, isso propiciou o cultivo de plantas e o domínio da extração de óleos essenciais, através da pressão feita com as pedras.
Civilizações antigas evocavam os espíritos do céu em rituais com queima de ervas, acreditavam que os deuses alimentavam-se do incenso, em latim "per fumum" origem da palavra perfume.
Os egípcios usavam óleos essenciais no processo de mumificação; gregos e romanos perfumavam a si próprios e também os móveis de suas casas.
No século 10 DC um alquimista árabe descobriu o método da destilação e preparou a 1ª Água-de-Rosas do mundo.
No final do século 13 DC o cheiro de lavanda tornou-se popular em toda a Europa, mas foi somente na França Renascentista que a perfumaria tornou-se uma arte.
Com o crescimento da indústria química no século 17 DC, substâncias começaram a ser sintetizadas e os perfumes tornaram-se mais acessíveis.
Em 1714 Jean Marie Farina criou a Eau de Cologne, precursora das águas-de-toilete e em 1920, com a possibilidade de obtenção dos aldeídos sintéticos, foi criado o perfume mais famoso do mundo: Chanel 5.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fontes

A Coroação da Imperatriz Josefina (1807)
JACQUES-LOUIS DAVID
.
Óleo sobre tela. Louvre, Paris.


Jacques-Louis David foi o maior representante do neoclassicismo na França, por ser o Pintor Oficial da Corte Francesa durante muitos anos.

Nascido em Paris, estudou na Academia de Roma e foi discípulo de Joseph-Marie Vien, e teve base na arte realista de Rafael Sanzio.

Sua primeira obra foi o Salão de 1781, cujo sucesso lhe rendeu uma hospedagem no Louvre quando retornou a Paris. Voltou ao cenário de destaque com O juramento dos Horácios (1784), devido ao excelente desenho, contornos e cores.

David apoiou a Revolução Francesa, e como ativista pintou Marat assassinado (1793). Com a queda da Revolução, foi preso durante alguns meses, mas nem por isso parou de pintar.

Em 1799, voltou à cena artística com As Sabinas, que foi interpretado como um pedido para que o país se reconciliasse.

Assim, Napoleão Bonaparte o nomeou seu pintor oficial, e David passou a comandar a arte francesa. Em 1807, pintou A coroação da imperatriz Josefina, uma obra gigantesca, detalhadíssima e muito bonita.

Com a derrota de Napoleão, David se mudou para Bruxelas, onde morreu aos 77 anos.

Motivo da Escolha: Elegância e nobreza.




Retrato de Christine Boyer, 1800
ANTOINE-JEAN GROS

Iniciou sua formação com o pai, um pintor de miniaturas, mas aos 17 anos, começou a estudar com David, que seria seu mestre e o crítico mais severo ao longo de toda a sua carreira. Seus primeiros quadros foram retratos e cenas mitológicas, algo que, com toda a certeza, tinha sido decisão do mestre.

Depois da Revolução Francesa, fugiu para a Itália, sob acusação de monarquia. Em Milão foi apresentado a Bonaparte por Josefina de Beauharnais. Em 1801 ganhou o primeiro prêmio no concurso organizado por Napoleão com o quadro A Batalha de Nazaré, no qual o pintor revela a grande admiração que tinha pelo militar.

Seu estilo a essa altura se diferencia do de David. A cena é dinâmica, dramática, cheia de vida. A cor tem predominância sobre o traço, e a perspectiva orienta o olhar do espectador para todo o campo de batalha. É esta obra que precede o romantismo mais puro de Delacroix e Géricault. O mesmo acontece com seus quadros Campo de Batalha de Eylau, ou Napoleão visitando as vítimas da peste de Jaffa. A realidade e o mito compartilham a cena, convivem de maneira escandalosa, traduzindo a contradição da própria vida - a mesma contradição que levou Gros a pôr fim à vida nas águas do Sena.





Torre Eiffel, Gustave Eiffel, 1889.

O pai de Eiffel construiu através dos anos uma sólida fortuna pessoal. Gustave Eiffel primeiro estudou no Colégio Sainte-Barbe, um dos mais antigos de Paris. Em 1852 entrou na Escola Central de Paris, uma escola prestigiada de engenharia, também conhecida como Escola Central de Artes e Manufacturas. Terminou os estudos em 1855, formando-se em engenheiro químico.

Iniciou a sua carreira trabalhando numa empresa belga de construção de caminhos-de-ferro. Em 1856, Eiffel conheceu Charles Nepveu, empresário especialista em construções metálicas. Aos 26 anos, Gustave chefiou o seu primeiro grande trabalho construindo a ponte ferroviária em Bordeaux. Na construção, Gustave utilizou pela primeira vez, a técnica de fundação de ar comprimido na execução de pilhas tubulares.

Já experiente, resolveu fundar a sua própria empresa. Em 1866 adquiriu um ateliê de construção metálica, próximo de Paris.

A Estátua da Liberdade foi um presente da França aos Estados Unidos para comemorar o centenário de sua independência. Inaugurada em 1886, foi projetada pelo escultor Frédéric Auguste Bartholdi e contou com a assistência de Gustave Eiffel. Tem 46,5 metros de altura.


Perfumes.com.br: http://perfumes.com.br/sistema/custom.asp?IDLoja=154&Y=6703489879662&arq=Curiosidades.htm

Museu do Perfume: http://www.museesdegrasse.com/

CORAZZA, SONIA, Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros. São Paulo, Ed. SENAC, 2002

JUTTEL, LUIZ PAULO, A divina química das fragrâncias (reportagem),
exibida na web em http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=28&id=331

Renata Ashcar, especialista em perfumes e autora dos livros Brasilessencia: A cultura do perfume e Guia de Perfumes. http://inblogs.com.br/amelias/beleza/perfume-personalidade-e-intencoes?page=5

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Hino Nacional da França

La Marseillaise (A Marselhesa) é o Hino Nacional da França.

Foi composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, da divisão de Estrasburgo, como canção revolucionária. Inicialmente intulada Canto de Guerra para o Exército do Reno, adquiriu grande popularidade durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa.

Foi a Convenção que declarou a canção como hino em 14 de julho de 1795.

Napoleão Bonaparte baniu A Marselhesa durante o império, assim como Luís XVIII na segunda restauração, devido ao seu caráter revolucionário. A revolução de 1830 restabeleceu-lhe o status de hino nacional, sendo inclusive reorquestrada por Hector Berlioz na década de 1830. Entretanto, Napoleão III tornaria a banir a canção até que, em 1879, com a instauração da III República, a canção foi definitivamente confirmada como o hino nacional francês, ato esse reafirmado nas constituições de 1946 e 1958.


Letra em francês

Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé.
L'étendard sanglant est levé:
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats!
Ils viennent jusque dans vos bras
Égorger vos fils et vos compagnes.
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
Que veut cette horde d'esclaves
De traîtres, de rois conjurés?
Pour qui ces ignobles entraves
Ces fers dès longtemps préparés
Ces fers dès longtemps préparés
Français, pour nous, Ah quel outrage
Quel transport il doit exciter!
C'est nous qu'on ose méditer
De rendre à l'antique esclavage
Quoi! Des cohortes étrangères
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi! Ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Grand Dieu! Par des mains enchaînées
Nos fronts, sous le joug, se ploieraient.
De vils despotes deviendraient
Les maîtres de nos destinées
Tremblez tyrans, et vous perfides
L'opprobe de tous les partis.
Tremblez, vos projets parricides
Vont enfin recevoir leur prix!
Vont enfin recevoir leur prix!
Tout est soldat pour vous combattre.
S'ils tombent nos jeunes héros,
La terre en produit de nouveaux
Contre vous, tous prêts à se battre
Français en guerriers magnanimes
Portez ou retenez vos coups.
Épargnez ces tristes victimes
A regrets s'armant contre nous!
A regrets s'armant contre nous!
Mais ce despote sanguinaire
Mais les complices de Bouillé
Tous les tigres qui sans pitié
Déchirent le sein de leur mère!
Amour Sacré de la Patrie
Conduis, soutiens nos braves vengeurs.
Liberté, Liberté chérie
Combats avec tes défenseurs
Combats avec tes défenseurs
Sous nos drapeaux, que la victoire
Accoure à tes mâles accents
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et nous, notre gloire
(« Couplet des enfants »)
Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leur vertus!
Et la trace de leur vertus!
Bien moins jaloux de leur survivre
Que de partager leur cercueil.
Nous aurons le sublime orgueil
De les venger ou de les suivre
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons

Letra traduzia ao português

Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
Contra nós, da tirania
O estandarte ensanguentado se ergueu.
O estandarte ensanguentado se ergueu.
Ouvis nos campos
Rugirem esses ferozes soldados?
Vêm eles até aos nossos braços
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!
Que um sangue impuro
Agüe o nosso arado

2
O que quer essa horda de escravos
de traidores, de reis conjurados?
Para quem (são) esses ignóbeis entraves
Esses grilhões há muito tempo preparados?
Esses grilhões há muito tempo preparados?
Franceses! A vós, ah! que ultraje!
Que comoção deve suscitar!
É a nós que consideram
retornar à antiga escravidão!

3
O quê! Tais multidões estrangeiras
Fariam a lei em nossos lares!
O quê! Essas falanges mercenárias
Arrasariam os nossos nobres guerreiros
Arrasariam os nossos nobres guerreiros
Grande Deus! Por mãos acorrentadas
Nossas frontes sob o jugo se curvariam
E déspotas vis tornar-se-iam
Os mestres dos nossos destinos!

4
Tremei, tiranos! e vós pérfidos,
O opróbrio de todos os partidos,
Tremei! vossos projetos parricidas
Vão enfim receber seu preço!
Vão enfim receber seu preço!
Somos todos soldados para vos combater.
Se tombam os nossos jovens heróis
A terra de novo os produz
Contra vós, todos prontos a vos vencer!

5
Franceses, guerreiros magnânimos,
Levai ou retende os vossos tiros!
Poupai essas tristes vítimas
A contragosto armando-se contra nós.
A contragosto armando-se contra nós.
Mas esses déspotas sanguinários
Mas os cúmplices de Bouillé,
Todos os tigres que, sem piedade,
Rasgam o seio de suas mães!

6
Amor Sagrado pela Pátria
Conduz, sustém-nos os braços vingativos.
Liberdade, liberdade querida,
Combate com os teus defensores!
Combate com os teus defensores!
Sob as nossas bandeiras, que a vitória
Chegue logo às tuas vozes viris!
Que teus inimigos agonizantes
Vejam teu triunfo, e nós a nossa glória.
A estrofe seguinte, a sétima, cujo autor continua até hoje desconhecido, foi acrescida em 1792.
7
Entraremos na batalha
Quando nossos anciãos não mais lá estiverem.
Lá encontraremos as suas cinzas
E o resquício das suas virtudes!
E o resquício das suas virtudes!
Bem menos desejosos de lhes sobreviver
Que de partilhar o seu esquife,
Teremos o sublime orgulho
De os vingar ou os seguir.